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Por que você se autossabota? Entenda os mecanismos por trás dos seus próprios bloqueios.

  • Foto do escritor: Bruno Monte
    Bruno Monte
  • 16 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
Por que você se autossabota?

Você se prepara para dar um grande passo: começar um projeto, enviar um currículo, se inscrever em um curso. Mas, de repente, se pega adiando. O dia passa em distrações, e no fim da noite você pensa: “Mais uma vez, não consegui.”

Se essa cena soa familiar, você está diante da autossabotagem.


A autossabotagem é uma das forças mais invisíveis e frustrantes da mente. Ela não é preguiça nem falta de ambição. Muitas vezes, aparece justamente quando estamos prestes a evoluir. É um mecanismo inconsciente que tenta nos proteger do desconhecido, mas acaba nos prendendo a uma zona de conforto dolorosa.


O que é autossabotagem e por que ela acontece?


A autossabotagem nasce do conflito entre duas partes da mente:


  • A parte consciente, que deseja evoluir.


  • A parte inconsciente, que teme a mudança.


Quando você estabelece uma meta, seu cérebro calcula riscos: o medo de falhar, o medo de ser julgado, o peso das responsabilidades. Para evitar a dor potencial, ele ativa comportamentos automáticos que o puxam de volta ao conhecido.


O resultado? Você procrastina, se distrai, desiste — confirmando a crença de que “não consegue mesmo”. É um ciclo que se alimenta da própria repetição.


Pesquisas indicam que esse processo está ligado à regulação emocional: não é falta de planejamento, mas tentativa de escapar do desconforto (Sirois & Pychyl, 2013, Psychological Science).


As causas mais comuns da autossabotagem


  1. Baixa autoestima: Se, no fundo, você acredita que “não merece”, vai evitar situações que possam provar o contrário.


  2. Medo do fracasso: Para alguns, errar confirma uma ferida antiga. Então, inconscientemente, é mais “seguro” não tentar.


  3. Medo do sucesso: Pode parecer estranho, mas crescer traz novas responsabilidades e visibilidade. Para evitar a pressão, muitas pessoas preferem não sair do lugar (Klenk et al., 2011, Journal of Personality and Social Psychology).


  4. Experiências passadas: Críticas constantes na infância ou comparações familiares reforçam padrões de insegurança. Esses registros moldam como você reage hoje.


  5. Lealdades invisíveis: Às vezes, inconscientemente, sentimos que não podemos ser “mais” do que nossos pais ou sistema familiar. Então, repetimos padrões de limitação para permanecer leais.


Como identificar seus bloqueios internos


  • Você adia tarefas importantes mesmo sabendo que são decisivas.


  • Fica preso em perfeccionismo: se não for perfeito, nem começa.


  • Alimenta um diálogo interno crítico, cheio de frases como “não sou capaz”.


  • Vive em ciclos de empolgação inicial seguidos de abandono.


  • Sente culpa quando conquista algo, como se não fosse permitido.


Reconhecer esses padrões é o primeiro passo para desmontar a autossabotagem.


O olhar do Método MONTE sobre a autossabotagem


  • Mente: reprograma o diálogo interno, trocando autocrítica por afirmações de valor.


  • Origem: ajuda a identificar e ressignificar crenças herdadas que sustentam a autossabotagem.


  • Neuroplasticidade: ensina a criar novos hábitos de ação, transformando intenção em prática.


  • Território: mostra como organizar seu ambiente para reduzir gatilhos de distração.


  • Elevação: reconecta você ao propósito maior, diminuindo o poder do medo.


Conclusão


A autossabotagem não é um defeito pessoal, mas um mecanismo inconsciente que pode ser compreendido e transformado. Ao reconhecer os bloqueios e entender suas raízes, você já começa a quebrar o ciclo.


👉 O Livro + Diário do Método MONTE foi criado para guiar esse processo. Nele, você encontra reflexões e exercícios práticos para identificar crenças, reprogramar pensamentos e dar passos consistentes rumo às suas metas.



 
 
 

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