Eu Estava no Limbo: O Segredo Sombrio da Ansiedade e Desmotivação que Ninguém Vê (E o Fim do Piloto Automático)
- 2 de dez. de 2025
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Por fora, tudo parecia bem.Mas, por dentro, algo estava desmoronando.Você acorda, trabalha, responde mensagens, entrega resultados — e, ainda assim, sente que está “andando, andando… sem sair do lugar”.O corpo está em movimento, mas a alma está em pausa.
Essa é a crise silenciosa da nossa geração.Aquela que não aparece em diagnósticos, mas se instala no vazio de quem perdeu o sentido.
E eu sei disso porque vivi.Durante meses, eu me senti dentro de um limbo emocional — ansioso, apático, exausto, e com a sensação de estar “dando passos para a depressão”.
Por fora, parecia “tudo numa boa”. Por dentro, eu estava afundando.
A Crise (ansiedade) Silenciosa: o peso de estar “bem demais para pedir ajuda”
O paradoxo moderno é cruel: quanto mais você conquista, mais parece que “não pode” fraquejar.Mas é justamente o sucesso aparente que mascara a dor.
Estudos da World Health Organization (WHO, 2023) indicam que os casos de ansiedade e depressão leve aumentam até 35% entre profissionais de alta performance — pessoas que mantêm a aparência de controle enquanto travam batalhas internas invisíveis.
Essa desconexão emocional é o que chamo de síndrome do piloto automático: você segue os trilhos da rotina, mas não sabe mais para onde está indo.
E a vida, quando perde o “porquê”, vira uma sequência de tarefas.
A esteira da vida: quando o corpo corre e a mente fica parada
Acordar, trabalhar, pagar boletos, dormir.Repetir.Sem perceber, você começa a viver no modo sobrevivência.
O cérebro se adapta: repete padrões conhecidos, economiza energia e te convence de que “tá tudo bem”.Mas a mente sabe que não está.
A esteira da vida cansa não porque exige esforço — mas porque não te leva a lugar nenhum.É como correr quilômetros sem ver o horizonte.
O ponto de virada: “eu não posso e não devo largar a mão de mim mesmo”
A virada não acontece em um grande evento.Ela acontece num sussurro interno, no exato momento em que você para de esperar o resgate — e decide ser o seu próprio socorro.
Foi assim comigo.Percebi que ninguém viria me salvar.E entendi que a única mão que realmente poderia me tirar do fundo era a minha.
A partir dali, começou o que chamei de processo de reconexão — o primeiro passo do que hoje é o Método MONTE.
Alerta nos relacionamentos: quando o casal perde o sonho em comum
Na crise, percebi algo essencial:um relacionamento saudável não é medido apenas por amor, mas por direção compartilhada.Quando o casal para de sonhar junto, começa a andar em pistas paralelas — próximas, mas cada vez mais distantes.
E isso vale também para a relação mais importante da sua vida: a relação consigo mesmo.
Se você não tem mais sonhos compartilhados com você — se não há metas que te conectem à sua própria essência — é sinal de que algo precisa mudar.
Como o Método MONTE transforma a crise em consciência
Mente: ensina a observar o caos sem se identificar com ele.
Origem: revela as crenças e feridas que alimentam a autossabotagem.
Neuroplasticidade: cria novos hábitos mentais que reconstroem o foco e a energia.
Território: reorganiza seu ambiente para reduzir o ruído externo e emocional.
Elevação: reconecta o propósito à ação — o “porquê” ao “como”.
A crise não é o fim — é o chamado para o recomeço.Ela existe para te devolver a si mesmo.E, quando você atende esse chamado, a vida deixa de ser uma esteira e volta a ser uma escalada.
No Livro + Diário do Método MONTE, você encontra exercícios para sair do piloto automático e reconstruir seu propósito — um passo de cada vez.




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